Transformação Digital no Mercado de Seguros: os 3 pilares

O dado chama a atenção. De acordo com a CNSeg, apenas 30% da frota circulante de carros no Brasil tem seguro.

E os números vão além: somente 30% das empresas no Brasil e 15% das residências são seguradas. Grande parte ainda está concentrada nos estados das regiões sul e sudeste.

Todas essas informações estiveram na segunda edição do Jornadas de Transformação, dessa vez voltado para o Mercado de Seguros, que aconteceu no último dia 18 de março, em São Paulo.

O meetup organizado pela D1 foi mediado por Alexandre Bazzi, seu CRO e mentor da Endeavor, e contou com a participação de Fernanda Toscano (Superintendente de Tecnologia da HDI) e Rodrigo Brancher (CTO na Youse).

A conclusão foi apenas uma: a transformação digital é cada vez mais presente no mercado de seguros. O setor, outrora tão tradicional, está mais do que nunca se reinventando para conquistar esses 70% de clientes que não seguram seus veículos. Porque se ninguém acorda e pensa “oba, hoje eu vou fazer um seguro”, a tecnologia voltada à experiência do cliente é essencial para isso acontecer.

Os 3 pilares da Transformação Digital no mercado de Seguros

Por onde começar uma transformação digital? A resposta já existe e ela aparece por meio dos dados que cada empresa gera em cada ponto de contato com o cliente. São nesses momentos em que ele expressa as suas maiores dores e desejos e até mesmo apresenta soluções nas que, sozinho, o time de tecnologia não conseguiria chegar.

Os insights são essenciais para a tomada de decisão que vai impactar o negócio, como ressaltou em sua apresentação a Superintendente de Tecnologia da HDI Fernanda Toscano.

Um exemplo disso é o surgimento de novos modelos de pricing e de novos produtos no portfólio das seguradoras. Há 10 anos, quem imaginaria que o seguro para bicicletas seria uma das tendências do momento? Uma mudança na vida do consumidor das grandes metrópoles, que exigiu uma rápida percepção das empresas provedoras de seguros e adaptação por parte delas.

A própria expressão “transformação digital” leva o pensamento para máquinas, sistemas e mecanismos tão grandes quanto sensíveis, mas ela é feita antes de mais nada por pessoas. São as pessoas que encabeçam os processos e que criam as melhores experiências para o consumidor. A tecnologia não existe sem pessoas.

Rodrigo Brancher, CTO na Youse, ressaltou a importância de não se copiar modelos existentes de trabalho, mas sim adaptá-los à sua realidade. Por lá, por exemplo, eles se inspiraram na forma de trabalhar na cultura de Engenharia do Spotify (diagrama abaixo), mas “só funcionou de verdade quando percebemos que copiar não funcionava. Nos baseamos no que eles faziam e transformamos de acordo com a nossa realidade”.

“Quando cheguei na seguradora, não conseguia contratar um seguro, era difícil porque não sabia quais informações colocar para fazer uma cotação, e isso não pode ser assim. A venda de seguros necessita ser pensada para leigos, o cliente precisa ter uma experiência tão agradável como ele tem no Facebook”, contou Fernanda Toscano, da HDI, durante o Jornadas de Transformação.

Se até mesmo uma profissional com experiência tem dificuldades na escolha e contratação, quem dirá aqueles 85% que não seguram as suas cases. O movimento de transformação deve estar focado na experiência do cliente e na relação dele com a marca e o produto.

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Agradecemos o apoio do Distrito Fintech e do Amigos do CX na realização do Jornadas de Transformação: Edição Seguros e também a Fernanda Toscano e Rodrigo Brancher pela participação e pelos insights tão importantes transmitidos durante o Meetup.

A empresa por trás da plataforma de gestão de jornadas omnichannel ‌D1‌ ‌‌Experience‌ ‌Cloud‌.‌

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